2025 mal começou e já sinto náuseas antes de pegar no smartphone. Afinal, ultimamente, ele só tem se comportado como um mensageiro portador de más notícias. Fosse vivo, eu o mataria. Também pudera, foi este maldito aparelho que matou David Lynch, matou em vida Neil Gaiman, deu posse a Donald Trump, mas, como única exceção, salvou seu pescoço ao consagrar Fernanda Torres e Ainda Estou Aqui com suas indicações ao Oscar.
Então, estava tudo bem entre nós, talvez estivéssemos, inclusive, caminhando rumo a um #Sextou satisfatório. De repente, o aparelho desgraçado rompe nosso armistício e traz a notícia do falecimento de Gianfranco Manfredi. Aí não...
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Falando sério... Nem tenho cultura para comentar superficialmente o tamanho da perda desse roteirista. Para mim, um escritor genial, com um nível de erudição, fluidez e traquejo na mecânica gibizeira à altura dos imortais da 9ª arte. Para o povo italiano, além da expertise nos fumetti, um autor prolífico e multifacetado, compositor, romancista, ensaísta.
Estou triste e, sincronicidade ou não, acredite, ontem à noite estava lendo Mágico Vento nº 74. Quando bateu o sono, fechei o tablet exatamente nessa sequência:
Diana, a filha mais velha de três, escreveu o seguinte: “Artistas como ele nunca nos deixam. [...] Gianfranco sempre viverá através de tudo o que nos deixou e isso alivia nossa dor. Hoje, lembrando-se dele ouvindo uma de suas músicas, lendo uma das milhares de páginas que ele escreveu, ou pensando em um momento passado juntos, certamente o faria feliz."
Eu sei que ainda o farei muito feliz, dado o meu compromisso atual de ler as 57 edições de Mágico Vento que me restam, fora os vários números de Tex, as minisséries Face Oculta, Shanghai Devil e o que mais puder encarar em sua vasta bibliografia Bonelli. Será uma boa vida de leituras.
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Obrigado por tudo, Signore Manfredi.
Mitakuye Oyasin.



